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A Reversão De Equívocos Históricos Pra Novos Imaginários Urbanos

"Murilo" (2018-04-07)

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RESUMO O aumento ligeiro da população e tua crescente concentração nas metrópoles fez com que inchaço, caos, dureza e deficit habitacional caracterizassem a vida urbana. O Ministro da Cultura escreve sobre movimentos que se organizam em redor do direito à cidade para melhorar a característica urbana. Tudo isto estimulou no Brasil um vertiginoso modo de urbanização, principalmente a partir do golpe militar de 1964. A partir daí, a terra urbana virou uma mercadoria bem mais valiosa e a especulação imobiliária passou a reinar em nossas cidades.


Em 1960, mais da metade da população brasileira estava vivendo no meio rural; dez anos depois, a equação se inverteu. Em pouco mais de 50 anos mais de 90% de nossa população passou a habitar o meio urbano. Urge um pensamento crítico sobre o caos instalado na urbe. Devolver a cidade ao cidadão, este é um dos nossos maiores desafios, devolver às nossas cidades a sua função de local que se organiza valorizando formas democráticas de convivência. As cidades, em última instância, refletem estruturas sociais e opções culturais de uma nação. As políticas urbanas no Brasil, tradicionalmente, têm secundarizado a grandeza cultural em seus modelos de desenvolvimento.



  • Martelo de borracha

  • 15 Planta de casas modernas com três quartos

  • Fachadas de sobrados com piscina. Projeto de Tania Povoa

  • 2 três informações pra estudar a ler trezentos por cento mais rápido em vinte minutos

  • Não tenha horror de se atribuir

  • Água no jardim

  • Credencial do Passe Livre

  • E manutenção



leitura adicional Não temos como desenhar outro imaginário urbano sem elaborar ao mesmo tempo um novo tecido de significados, de valores, de projetos coletivos em que todos os habitantes da urbe possam se distinguir como agentes e parceiros. Todos sabemos que as cidades americanas têm características bem particulares, em diversos estilos bem distintas das cidades europeias que quase sempre tomamos como fonte de existência urbana.


Muito diferenciadas assim como são as urbanidades organizadas pelos povos anglo-saxões, pelos hispânicos e pelos lusitanos. Em "Raízes do Brasil", um clássico na visão de nosso nação, Sérgio Buarque de Holanda fortalece suas ideias sobre isto características culturais definidoras do que veio a ser a ocupação do espaço urbano segundo as colonizações portuguesa e espanhola. Os espaços urbanos não são só consequência da adaptação ao meio físico, são produto da cultura de um povo, reproduzem uma maneira de lidar com a existência equipamento e intelectual ao longo de sua história.


Os portugueses não foram relaxados, procuraram se apropriar do relevo natural do solo e da geografia. Seguir a tradição de se posicionar no topo pra não ser facilmente boquiaberto pelo oponente parecia aos portugueses qualquer coisa mais sensato a achar. É enorme o número de cidades portuguesas construídas em terrenos acidentados. Estar no topo os posicionava melhor para enxergar o oponente se aproximando desde distanciado.


Eis aí uma outra lógica. Indico ler um pouco mais a respeito através do blog leitura adicional. Trata-se de uma das mais perfeitas fontes a respeito de este assunto na web. Fiz este comentário para destacar que há diferentes maneiras de resistir com a urbe, no tempo e no espaço. As cidades são a toda a hora o reflexo insensato e conflituoso da cultura de um povo. Desta maneira bem como o é seu paradigma de desenvolvimento. São produtos de várias determinações e de ocorrências históricas, políticas, sociais, econômicas e ambientais várias, que interagem de uma forma incomparável dando a cada centro urbano uma personalidade própria, característico. Temos de ter em mente que uma cidade é algo em infinito transformação.


A todo o momento teremos que ponderar a cidade do futuro por intermédio da cidade do presente, cujos erros e acertos não desejamos desprezar. Em muitos estilos, as nossas cidades acumulam equívocos e distorções históricas. E esse precisa ser o ponto de partida para o nosso enfoque mais urgente, a final de que tais erros sejam neutralizados ou corrigidos. Vários deles são mesmo de origem cultural, dizem respeito aos nossos valores, à nossa atuação pessoal, às nossas emoções, aos nossos sentimentos de guerra ou de afetividade, aos nossos projetos de existência na família e no serviço. Não se pode negar que avançamos em alguns pontos. Aos poucos estamos forjando um novo entendimento sobre o assunto das relações urbanas.


Passamos por um recurso de requalificação dos Planos Diretores das cidades de enorme e médio porte e os ampliamos como ferramenta de gestão urbana pra pequenas cidades brasileiras. Já possuímos um Plano Nacional de Saneamento. A aprovação do Estatuto das Cidades e a construção do Ministério das Cidades nos deram a impressão de que tínhamos atingido um ponto de mutação e que os temas urbanos estariam se ocasionando a pauta central da jovem democracia brasileira.


O Estado brasileiro dos últimos anos distribuiu renda, universalizou o acesso a muitas políticas públicas, realizou grandes investimentos em infraestrutura. Contudo a verdade é que tais ações não resultaram em uma reconfiguração democrática do nosso território. Necessitamos discernir que ainda mantemos os velhos e mesmos modos de elaboração e reprodução do espaço urbano, apesar da consciência de cidadania e de direitos expressos por abundantes movimentos sociais, por intelectuais e alguns políticos.


Movimentos sociais urbanos, em todo o Brasil, principalmente nas cidades enormes, incomodados com esse estado de coisas, vêm, nos últimos anos, se articulando cerca de agendas associadas ao certo à cidade. Em nome de um novo traçado urbano, que não seja item da especulação imobiliária. Aos poucos estamos formando um novo entendimento a respeito da ligação entre cidade, cultura e democracia. Sabemos que não há salvação pro planeta sem outra mentalidade e jeito.



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