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Dicas Para Fazer Dieta Mais Facilmente

"Sophia" (2018-04-12)

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Pessoalmente, Patrícia Ayres é uma figura agoniada, falante, muito engraçada. Exatamente o oposto do personagem que a celebrizou pela Televisão, na sua curta carreira de atriz mirim. Pela novela "A Pequena Órfã" (Teixeira Filho, 1968), Patrícia levava milhões de telespectadores a chorar copiosamente no horário nobre. Fazia o papel de Toquinho, uma desprovido garotinha que fora abandonada pelos pais e acabou nas mãos da malvada Elza (Riva Nimitz), uma mulher que explorava criancinhas e as obrigava a pedir esmola pela rodovia. A toda a hora que podia, Toquinho fugia pra casa do caridoso Velho Gui (Dionisio de Azevedo), que tentava protegê-la, em irão. A moça acabava sendo descoberta por Elza, que lhe aplicava surras homéricas. Foi ao ar pela extinta Tv Excelsior e, 3 anos depois, reprisada pela Globo.


Eu passava a novela inteira apanhando, ou fugindo da Elza. Toda gente chorava, inclusive eu", conta ela, rindo muito. Aquilo tudo era horrível. Pela data, quase não havia atrizes mirins, eu fui a primeira com aquele destaque, em vista disso ficava ainda mais exposta. Não podia sair pela rodovia por causa de vinha uma multidão atrás de mim; recebia ameaça de sequestro e, na instituição, tinha de ficar pela sala da diretora ao longo do recreio", lembra Patrícia, hoje com cinquenta e cinco anos. A novela era um fenômeno de audiência. No auge do sucesso, um jornal publicou pela capa que os dois maiores salários do povo eram o de Pelé e o de Patrícia. Caso você gostou deste artigo e adoraria ganhar mais dicas sobre o conteúdo referente, encontre por esse hiperlink documento Completo maiores fatos, é uma página de onde peguei boa quantidade dessas dicas.


A Riva Nimitz ficou com tanta raiva que se descontrolou numa cena e me empurrou de verdade, com muita agressão. Eu bati com a boca em um móvel e quebrei os 2 dentes da frente", lembra. Tiveram de parar tudo, imagina, eu chorava muito! Naquele tempo, as meninas eram criancinhas mesmo. Pela ocasião, ela tinha 5 anos. Em 1968, antes de estrelar "A Pequena Órfã", ela fez a protagonista Miita em "O Justo dos Filhos" (Teixeira Filho). A dada altura, no momento em que saiu de São Paulo pra passar um final de semana pela moradia de uma tia, surgiu no jornal a notícia de que ela havia sido raptada.


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Quando chegava carta um pouco mais pesada em moradia, minha mãe abria no quintal, com temor do que pudesse estar lá dentro", conta. Nos bastidores, tudo era "assustador". Eu tinha pavor da mão daquele ator… Castro…(ela só consegue se recordar dos protagonistas: no caso, era Castro Gonzaga). Era imenso. O Sérgio Cardoso me colocava no colo e tirava o olho de vidro dele para fazer graça, eu ficava intimidada! Percy Ayres tinha muito orgulho da filha. Minha mãe era nordestina, e meu pai, alemão; eu era a única loira das 5 filhas. Ele me levava com o objetivo de miúdo e com o objetivo de cima como se fosse um troféu." Isto só tornava as coisas mais complicados.


Patrícia não tinha espaço para dizer que não queria mais fazer novela. Para não expressar que não sobrou concretamente nada que valesse à pena dialogar, ela lembra com muito simpatia de sua amizade com a atriz Leila Diniz, que encabeçava o elenco de "O Direito dos Filhos". O espírito libertário de Leila encantou a criancinha, que se sentia literalmente sufocada naquele recinto. Eu tinha crises de asma de destinar-se parar no hospital. A Leila me protegia, me ensinou a ser independente, dizia pra eu nunca deixar que ninguém gritasse comigo.


Ficamos muito amigas. Ela determinou fazer uma passagem do meu estúdio até o dela, pra eu dar no pé afim de lá caso estivesse em apuros. Se eu me sentia muito exausta, ela me levava pra ingerir "barquinha" (pão pela chapa)." No momento em que Leila morreu, em 1972, em um desastre de avião, tiveram que dar a notícia "aos poucos" para Patrícia. Muito próxima de tua irmã Bárbara, um ano mais nova, Patrícia impunha como situação para encaminhar-se pro estúdio que ela também fosse.


Eu era muito obrigada a estar nos bastidores o tempo todo", lembra Barbara. Nunca me esqueço de uma cena com a Cacilda Becker, ela era uma professora de balé, e eu quietinha assistindo. A Cacilda Becker neste instante me pegou e rodopiou. Pra doar uma grandeza do prestígio de Patrícia, o "reclame" da novela trazia uma foto dela, e não dos astros que encabeçavam o elenco — Maurício do Valle, Renée de Vielmond e Castro Gonzaga.


Eu apresentava um quadro no programa do Silvio Santos com o Guto, filho do Moacyr Franco, que era um pesadelo. Eu vomitava e fazia cocô na calça. E quando eu tive de dançar com o Nélson Ned? Ao todo, foram 7 novelas e um filme (a versão cinematográfica de "A Pequena Órfã"). O "basta"de Patrícia foi aos onze anos, no momento em que ela bateu o pé e disse que já era bastante. Segundo dona Nair, a mãe dela, "a princípio, aquilo parecia uma brincadeira, as cenas eram descomplicado, todavia com o tempo foi ficando pesado para ela". Virou uma obrigação, uma tarefa. E tinha o colégio, também, onde a vigilância era enorme porque eles tinham temor do convívio. As algumas garotas tiravam sarro.


Falavam que um dia ela era órfã, no outro biliardária. Dona Nair conta que a filha estava cada vez mais amedrontada. Ela chorava fazendo os personagens e bem como já que não queria fazê-los. Ao mesmo tempo, na estrada, as pessoas queriam tocar nos lugares onde a Patrícia passava. Um dia, ela citou: ‘Pai, eu não quero mais’. O espectro da Tv ainda perseguiu Patrícia Ayres por quase dez anos. Eu neste momento tinha tipo vinte anos, no momento em que o Dennis Carvalho (diretor da Globo) me chamou pra fazer um papel em ‘Voltei com o objetivo de Você’ (1983, Benedito Ruy Barbosa).


Pituca extenso. Meu pai ainda tinha esperança que eu topasse, entretanto eu dizia: ‘Pai, eu não vou ficar dando bicota em um galã que eu nem sequer conheço, Deus me livre’. Eu gostava de bagunça, de consumir com as amigas, de segurar meus surfistas! Patrícia marcou a discussão com o blog numa "padaria artesanal" em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Ela conta que há até 4 anos tinha 28 quilos a mais, era sedentária, e não saía de casa sem a bombinha pra asma.



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